Facilitação Poética “A Voz do Texto (Hugo e Nuno) 22.06.2021

 




Texto original: - clique no link: 
(começa tocando violão e cantando):

Cá estamos nós,
ainda nessa Pandemia,
fazendo um pausa no meio do dia
para escutar e dar Voz
a um pouco de Arte: Música, literatura, Poesia...

Quem diria que o autor que nos fala nessa tarde,
há mais de 50 anos arde
sua Voz com o Texto Silencioso no Papel.
Escritor, Jornalista, Ensaista, Contista...
Hugo Almeida é Artista,
da Palavra e da imaginação.

Às vésperas dos 70 anos tem como marca a humildade:
“Sou apenas um jornalista aposentado – um idoso “latino-americano/ sem dinheiro no banco/ sem parentes importantes/ e vindo do interior”... “mas tudo é divino, tudo é maravilhoooso”  - e Salve, Belchior!”

E segue nos apresentando reflexões e provocações
pra que possamos ler e escrever melhor!

Nos lembra que: A Leitura é mãe da escrita
(pausa... pra escutar essa imagem tão bonita)

Para bem escrever, precisamos LER:
 bons livros e bons autores, meus senhores.

Só isto, nos ajuda a
“Ver o não visto, Questionar o não questionado,
Dizer o não dito,  Fazer o não feito.”
como dizia o Prof. ILDEU.

E é fundamental pra mim – e espero pra vocês –
evitar adentrar a “Terra dos Clichês:”

“Na verdade, a nível de empreendedorismo,
eu me deparei com um foco diferenciado,
 Com certeza. Inclusive vai bombar!”

Ah, essa “Clichelândia” precisa acabar.

Nosso ouvido merece respeito, bom texto é como música,
precisa soar bem, e construir sentido pro nosso ouvido.

Aí eu caio
em algumas palavras sobre fazer um “Ensaio”

Afinal o que é ele:
para Georg Lukács ele precisa expressar a “verdade” sobre “as coisas novas”,
buscar respostas, que sejam iniciais,
para que o autor e o leitor fiquem mais em Paz
sobre o tema,
e não que saia da leitura com Mais um Dilema.

A Vida já é cheia deles, além de tantas querelas.
Um bom ensaio nos abrem Janelas


E para que entremos seguro nelas,
é fundamental aprimorar as 4 etapas de um bom Textos Argumentativo:


“Descrever, analisar, interpretar, concluir”

Quando isso é bem feito,
o texto – mesmo não sendo perfeito –
nos faz refletir, aprender, e até sorrir.

Agora, tem coisas que hoje em dia nos fazem chorar:
Quando machucamos as palavras e a própria gramática,
que na prática nos ensina a usar bem as palavras,
como se usa uma bem uma Ferramenta.

Se preciso bater um prego,
eu peço um Martelo,
Não é chave de fenda,
pra um texto ser belo é necessário que a gente o entenda.

As palavras também são assim:
quando bem usadas, fazem o leitor sentir-se em um jardim.

Por exemplo:
Onde não é Quando.

Quando fala de tempo, onde de Lugar.

“Foi onde eu lembrei de uma questão importante”

Isso dói de escutar.

É certo que a nova ortografia bagunçou um pouco nossa cabeça.
Mas pra isso existe dicionário, internet, pra que a gente não esqueça!

Por fim, a voz de um Bom texto soa silenciosamente,
com uma máquina bem azeitada, nunca seca, com engrenagem enferrujada.

O bom texto não pode ser um “Girassol no escuro”
É isso que o poeta Bruno Tolentino e também eu procuro.

E ainda ouvimos o professor Ildeu,
que, naturalmente, uma pequena aula nos deu.
Procurou nos esclarecer sobre o MAIS IMPORTANTE:
Aprender a PENSAR,
saber bem OBSERVAR o contexto do MUNDO,
só assim vamos criar uma reflexão e também um texto Profundo!

Especialmente hoje em dia,
em que nos perdemos nessa confusão de tanta falsa informação.
Perdemos o senso do bem comum, da construção, do coletivo.

Por isso, nosso esforço precisa se manter VIVO,
na direção da verdadeira EDUCAÇÃO:

Duvidar de tudo, não acreditar só porque ouviu falar.

Na sociedade do excesso, também se banalizou o acesso.
Acessibilidade não é colocar todo mundo junto, sem critérios.

O Bom texto, e a boa educação, sempre tem seus mistérios!

E hoje,
aqui nessa tarde,
cada um de nós arde
em ótimas perguntas e provocações.

Que possamos seguir assim,
abrindo horizontes,
e aprofunda-los...

...em gratidão poética,
Hugo, Ildeu e todos,
por nos permitir escutá-los!











Instagram: @NunoArcanjo.poeta

www.facilitacaopoetica@gmail.com

















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